O Clube Atlético Juventus, um dos mais tradicionais da capital paulista, é alvo de uma investigação da Polícia Civil que apura supostos repasses indevidos de parte dos recursos obtidos com a venda de sua SAF (Sociedade Anônima do Futebol).
O caso tramita sob sigilo na 3ª Delegacia da Divisão de Combate à Lavagem de Dinheiro do DPPC.
Entre os principais investigados estão o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Eduardo Gomes Pedroso, e o presidente do clube social, Tadeu Deradeli.
Segundo as denúncias, às quais a CNN teve acesso, os valores teriam sido repassados aos beneficiários por meio de pagamentos de honorários advocatícios. Um ex-casal de advogados está no centro do caso.
A venda da SAF foi aprovada em junho de 2025 pelo Conselho Deliberativo do clube, que aceitou a proposta do grupo liderado pela REAG Capital Holding. A investigação se concentra na parcela do negócio destinada ao clube social, e busca rastrear o caminho desse dinheiro.
A Corregedoria Geral da Polícia Civil de SP também conduz procedimento próprio.
Em nota, o Juventus afirma que não comenta questões que tramitam em sigilo e que eventuais responsabilidades devem ser “devidamente apuradas e tratadas nas vias próprias, com absoluto respeito ao devido processo legal”.
Já o Juventus SAF diz que opera de forma “completamente distinta do clube social” e que, após o depósito dos valores previstos em contrato, não tem responsabilidade sobre sua utilização.
