O mundo dá voltas inesperadas, tanto nas eleições como na nossa vida. Perdi há pouco o pai que me ensinou a comer e beber. Do primeiro Bordeaux que ele me serviu, foram décadas de aprendizado à mesa. Tem sido triste, mas também inspirador para mim assumir o papel de cuidadora da adega que ele montou ao longo de toda uma vida de colecionismo. Era apaixonado a ponto de anotar, com sua linda caligrafia, a progressão do vinho e da safra a cada garrafa que ele abria.
Uma adega de memórias
