A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, dois dias depois de perder o segundo turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abriu uma disputa pela liderança da oposição e da direita no Brasil.
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é visto por aliados da família Bolsonaro e pelo Centrão como o nome mais bem posicionado para ocupar esse espaço.
Alguns aliados, porém, ponderam que, mesmo que Tarcísio se consolide como principal líder da oposição, o protagonismo no dia a dia deverá ser dividido com deputados e senadores.
Na avaliação desse grupo, é no Congresso que a oposição terá os instrumentos mais imediatos para enfrentar o governo Lula, seja na votação de projetos, na instalação de CPIs ou na pressão sobre a agenda econômica.
Por governar São Paulo, Tarcísio teria uma atuação mais voltada ao debate nacional e à articulação política, enquanto as bancadas da direita na Câmara e no Senado ficariam com o embate direto com o Planalto.
Flávio deixou o país em direção aos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas na terça-feira (27).
No mesmo dia, Tarcísio publicou um vídeo em que reconheceu a vitória de Lula, mas fez cobranças ao governo.
“Reconhecer o resultado não significa calar sobre os excessos. O uso da máquina, programas lançados fora do prazo, a interferência do Judiciário. Tudo isso marcou esta eleição e precisa deixar lições”, afirmou.
