Belo Horizonte - Irma de Castro, conhecida como Meimei, teve uma trajetória marcada pela dedicação ao amparo espiritual e à evangelização infantil. Na quinta-feira (22/10) foram comemorados os 104 de nascimento dela e, ainda hoje, seu túmulo no Cemitério do Bonfim, na capital mineira, é um ponto de peregrinação de pessoas adeptas do espiritismo e que vão até lá para pedir alguma intercessão.
Sua participação nas tarefas de socorro espiritual permanece como uma referência para os trabalhadores espíritas, que reconhecem em suas mensagens palavras de acolhimento, carinho e assistência.
“Meimei tem um histórico bem interessante de trabalhos espirituais narrados pela espiritualidade. Ela se tornou uma madrinha, uma patrona da evangelização infantil, pelo seu histórico na vida espiritual”, afirma Eugênio Eustáquio dos Santos, presidente do Centro Espírita Meimei.
Após se casar com Arnaldo Rocha, ela passou a assinar Irma de Castro Rocha. O apelido Meimei surgiu a partir do livro Momento em Pequim, do escritor Lin Yutang. A expressão significa “noiva querida” ou “a bem-amada”. O casal utilizava o nome Meimei, carinhosamente, durante o namoro e o casamento, revela Eustáquio.
Os dois se casaram aos 22 anos e permaneceram juntos por apenas dois anos. Meimei morreu aos 24 anos. Ela tinha um problema crônico de nefrite, mas, segundo Eustáquio, sua morte ocorreu após uma cirurgia de amígdalas que resultou em uma infecção generalizada.
Meimei era católica e Arnaldo ateu.
