A deputada estadual Marina do MST (PT-RJ) reagiu ao processo aberto pelo advogado Willer Tomaz contra ela e contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), revelado pela coluna. O amigo de Flávio Bolsonaro (PL), investigado junto dele pela Polícia Federal, quer que a Justiça impeça a invasão de uma mansão do advogado em Angra dos Reis (RJ).
Para Marina, Willer deveria estar mais preocupado com a PF do que com o MST.
“Toda ocupação que luta pela democratização da terra e pelo cumprimento da função social da propriedade é legítima e encontra respaldo na Constituição Federal. Willer Tomaz deveria estar preocupado não com o MST, mas com a Polícia Federal, que investiga ele e seu amigo Flávio Bolsonaro por suspeita de envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro por meio de apostas online”, disse a deputada estadual reeleita.
Como mostrou o Metrópoles, Willer entrou com a ação na Justiça de Angra dos Reis depois de deixar o país. Na sexta-feira (23/10), quando já estava em Miami (EUA), o advogado apresentou liminar para que o MST e integrantes do movimento sejam proibidos de invadir a mansão que ele tem na cidade.
Um dia antes, Marina havia anunciado que pretendia ocupar o imóvel que o atacante Richarlison diz que Willer “tomou” dele (entenda aqui a disputa).
Durante ato de campanha de Lula, ela disse que: “Já que Flávio Bolsonaro não quer devolver a ilha ao Richarlison, vamos ocupar esse território e dar a ele uma função social”.
