O edifício K1, em Santana, na Zona Norte de São Paulo, é apontado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), como o “hub” do grupo criminoso liderado por Mohamad Hussein Mourad, o Primo, e Roberto Leme, Beto Louco, acusados de lavagem de dinheiro, fraude fiscal e vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As defesas negam (leia as notas na íntegra abaixo).
No 28º andar do prédio, fica o restaurante Lassù, recomendado no Guia Michelin. O mais importante catálogo da alta gastronomia referenda o espaço como uma das paisagens mais deslumbrantes da capital paulista.
“Um ambiente refinado e elegante, iluminação tênue e um charmoso bar na lateral do salão, a cozinha apresenta influências italianas e ingredientes regionais brasileiros”, descreve o guia.
O ambiente charmoso era usado pela dupla de denunciados - que está foragida - para impressionar novos clientes e eventuais sócios. No edifício, o grupo ocupava salas nos andares 6º, 8º, 18º e 22º, por onde circulavam com os potenciais parceiros como um sinal de ostentação.
K1 sediou empresas de Primo e Beto Louco
Empresas como a Copape, Aster, GGX Global Participações e G8.Log Transportes ficavam no prédio comercial - além de fundos de investimento e empresas de fachada usadas por Primo e Beto Louco para blindar o patrimônio e lavar dinheiro.
Essa e outras histórias estão no especial “Do Canavial à Faria Lima”.
