São Paulo, Uma mãe, cujo filho de cinco meses estava internado em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Salvalus, na Mooca, zona leste de São Paulo, ouviu de um médico que a transferência do bebê para a enfermaria “seria mais segura em razão da concentração de bactérias existentes na UTI”, como mostra um boletim de ocorrência obtido pelo Metrópoles.
O bebê deu entrada no hospital em abril deste ano com febre, e faleceu em 30 de julho, aos sete meses. A certidão de óbito apontou choque séptico, encefalopatia hióxico-isquêmica, sepses e pneumonia.
De inflamação de garganta à morte
Gael França da Silva tinha quatro meses de vida deu quando deu entrada no hospital Nossa Senhora do Rosário, também da rede HapVida NotreDame Intermédica, após apresentar um quadro de febre. A equipe médica apontou inflamação na garganta e receitou amoxicilina e dipirona em gotas sem submeter a criança a exames, como informou a mãe em depoimento à Polícia Civil, ao registrar um boletim de ocorrência.
No dia seguinte, Gael apresentou queda da temperatura corporal e palidez, e foi levado ao Hospital Salvalus. Um médico identificou sintomas de possível infecção pulmonar e solicitou exames, inclusive de sangue, que comprovaram a existência de processo infeccioso.
Em decorrência do quadro, ele foi transferido para a UTI. Gael precisou de medicação intravenosa, que foi administrada no pé devido à dificuldade que a equipe médica teve para acessar as veias da criança.
