O dólar comercial fechou em queda de 0,97% nesta terça-feira, 27, cotado a R$ 5,35. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,51%, aos 175.710,05 pontos. Os ativos brasileiros continuaram a reagir ao resultado da eleição presidencial, depois de uma sessão marcada por fortes perdas na segunda-feira, 26.
Na véspera, o Ibovespa despencou 13,88%, na maior queda desde 2020, em reação à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As empresas listadas na Bolsa brasileira perderam R$ 734 bilhões em valor de mercado. O dólar, por sua vez, avançou 8,36% e encerrou o pregão a R$ 5,4066.
A moeda norte-americana corrigiu parte da valorização nesta terça-feira, enquanto os investidores buscaram avaliar os próximos passos da política econômica. O dólar à vista terminou o dia com baixa de 1,07%, a R$ 5,3488. No acumulado do ano, a divisa passou a registrar queda de 2,55%. Às 17h04, o contrato futuro para novembro recuava 0,51%, a R$ 5,3505, na B3.
Ações e juros reagem ao cenário político
O desempenho das ações variou entre os setores. Os bancos, que abriram o pregão em alta, inverteram o movimento: o Bradesco caiu 1,38%, enquanto o Itaú recuou 1,2%. As empresas de petróleo também registraram perdas, em meio à queda da cotação internacional do produto. A Petrobras perdeu 2% nas ações preferenciais, enquanto a Prio recuou 1%. A Vale também caiu 2%.
Na direção contrária, empresas de serviços públicos avançaram. A Sabesp subiu 1,03%, e a Equatorial ganhou 1,32%.
