O PDT abriu caminho nesta terça-feira (27/10) para uma federação, fusão ou incorporação com outras legendas, após não conseguir superar a cláusula de barreira nas eleições deste ano. A preferência é por uma federação com o PSB.
O diretório nacional da legenda aprovou uma resolução que dá à executiva nacional poder para avançar nas negociações. A decisão mantém as três possibilidades em discussão, sem definir ainda o formato da união.
O PDT está entre os 16 partidos que ficaram abaixo dos requisitos para manter acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão, segundo levantamento do Metrópoles com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PSB conseguiu superar o corte.
O desempenho insuficiente não impede o PDT de continuar existindo nem de disputar eleições, mas ameaça recursos usados para sustentar sua estrutura. A relação oficial dos partidos e federações que cumpriram os requisitos deve ser divulgada pelo TSE em janeiro de 2027.
Até lá, mudanças na contagem dos votos, fusões e incorporações podem alterar o quadro. No caso de uma federação, o cenário só poderá ser alterado se a aliança for aprovada pelo TSE antes do início dos trabalhos do novo Congresso, em fevereiro de 2027.
