As AgTechs brasileiras receberam R$ 94,7 milhões em investimentos no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento do Itaú BBA. O resultado mostra um mercado mais cauteloso, com investidores concentrando recursos em startups capazes de comprovar ganhos de eficiência, produtividade e retorno financeiro para o agronegócio.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o número de transações caiu de 17 para 8, acompanhado por uma redução no volume total investido.
Em um ambiente de menor liquidez, o capital passou a ser direcionado de forma mais criteriosa, com preferência por modelos de negócio que combinem eficiência operacional, geração de valor e potencial de escala.
De acordo com Matheus Borella, da área de Estratégia e Inovação Agro do Itaú BBA, o movimento não significa falta de interesse pelo setor, mas uma mudança na forma como os investidores avaliam as oportunidades.
O foco está menos no crescimento acelerado e mais na capacidade das empresas de apresentar resultados concretos para o produtor e para o próprio negócio.
Segundo Borella, o capital continua disponível para empresas capazes de comprovar ganhos de eficiência e geração de valor para o produtor, porém os investidores estão priorizando tecnologias que entreguem resultado mensurável e contribuam para aumentar a produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro.
