Um estudo do Inca (Instituto Nacional de Câncer) divulgado nesta terça-feira (27) apontou que a mortalidade por câncer de mama é cerca de 3,8 vezes maior entre mulheres negras do que entre mulheres brancas no Brasil.
O material reuniu resultados de 24 estudos feitos em seis países, incluindo o Brasil, e destacou a porcentagem identificada no aumento anual da mortalidade pela doença ao longo de um período de 20 anos (entre 2000 e 2020).
De acordo com a pesquisa “Disparidades raciais na incidência do Câncer de Mama“, o número está relacionado a fatores como o acesso aos serviços de saúde, o diagnóstico tardio e as diferenças socioeconômicas.
Segundo o estudo, há necessidade de melhorar a qualidade dos dados sobre cor ou “raça” nos sistemas de informação brasileiros, uma vez que esses registros são considerados fundamentais para: conhecer a distribuição dos subtipos moleculares do câncer de mama entre diferentes grupos raciais e ampliar o conhecimento sobre as desigualdades na doença.
Embora a incidência da doença seja, em geral, menor entre mulheres negras do que entre brancas, mulheres pretas e pardas são mais frequentemente afetadas por tumores de comportamento agressivo, especialmente o subtipo triplo-negativo.
Nesse grupo, o diagnóstico também ocorre com maior frequência em estágios avançados e em pessoas mais jovens.
