Um conjunto de falhas no Tailscale SSH pode permitir que um invasor que já controle um dispositivo autorizado na rede obtenha acesso root a outros servidores alcançáveis pelas regras de acesso. Os achados foram publicados no domingo (25), reconhecidos pela empresa e ainda não receberam identificações na base CVE. Uma correção está prevista para esta terça-feira (27).
O Tailscale é uma plataforma que conecta computadores, celulares e servidores por meio de uma rede privada criptografada, permitindo o acesso remoto a arquivos, sistemas e aplicações. Baseado no protocolo WireGuard, o serviço simplifica a configuração das conexões e oferece controles para definir quais usuários e dispositivos podem acessar cada recurso.
Descoberto pela pesquisadora Erica Windisch, da Cyberdione Labs, o conjunto de falhas no Tailscale SSH foi batizado como “Tailworm”. O relatório reúne 11 achados em diferentes componentes, e os experimentos foram conduzidos no Tailscale 1.104.2 e no headscale 0.29.5.
Para explorar as falhas de elevação de privilégios do Tailscale SSH, é necessário que o encaminhamento SSH esteja permitido e que o invasor já controle um dos dispositivos que compõem a rede, com autorização para se conectar ao alvo. Nessa condição, não são necessárias senhas ou chaves SSH adicionais para abusar das brechas.
Diferentemente de um servidor SSH tradicional, o Tailscale SSH não verifica uma nova conexão com senha ou chave do usuário.
