O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ampliou sua base de apoio para tentar permanecer no comando da Casa. Nesta terça-feira, 27, o Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu endossar a candidatura do parlamentar, em reunião da bancada em Brasília.
Com a adesão petista, Motta avança nas articulações para conquistar os votos necessários à reeleição. Partidos favoráveis à sua permanência já somam 354 deputados, número superior à maioria dos 513 integrantes da Câmara. Para vencer a disputa, o candidato precisa de pelo menos 257 votos.
A decisão do PT ocorreu depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. Até então, a bancada petista discutia quando e em quais condições deveria declarar apoio ao atual presidente da Câmara.
Apoio busca reduzir espaço do PL
Dentro do PT, havia divergências sobre o momento de anunciar a decisão. Uma ala defendia fechar questão ainda nesta semana; outra preferia adiar o anúncio para dezembro ou janeiro, a fim de negociar os termos do acordo.
Os defensores do apoio imediato consideravam que a aliança poderia formar um bloco parlamentar capaz de reduzir o espaço do PL na disputa pelo comando da Câmara.
A legenda de Flávio Bolsonaro terá a maior bancada da Casa a partir do próximo ano e avalia lançar candidatos às presidências da Câmara e do Senado. O partido também pretende disputar posições de comando nas principais comissões parlamentares.
