São Paulo, A deputada federal por São Paulo, Érika Hilton (PSol), reeleita ao cargo, lidera o ranking de candidatas que mais sofreram ataques nas redes sociais durante as eleições de 2026. As ofensas contra a deputada são, em sua maioria, transfóbicas. Em sequência, as políticas Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
O levantamento é do observatório de violência política de gênero MonitorA, realizado pelo InternetLab, Instituto Democracia em Xeque e Núcleo Jornalismo.
O estudo analisou mais de 2 mil comentários feitos nas redes, vindos de 143 perfis de candidatas nas plataformas X, YouTube e TikTok, entre os dias 1º e 4 de outubro. 31% desse total representou conteúdo ofensivo, com 257 ataques e 421 insultos.
O X (antigo Twitter) foi a rede que mais apresentou comentários agressivos em relação às demais, com 557 ocorrências, sendo 226 ataques e 331 insultos. Em seguida, aparece o YouTube, com 115 ocorrências, das quais 31 foram classificadas como ataques e 84 como insultos. Já no TikTok, foram identificados apenas seis comentários ofensivos, todos classificados como insultos.
82% dos ataques à Érika Hilton eram relacionados a transfobia, como uso de pronomes masculinos, menção ao nome morto e expressões que negam sua identidade de gênero, como “tu é homem” e “homem é homem”.
Já em relação à Marina Silva, o etarismo, a desumanização e a inferiorização foram os principais tipos de ataques.
