Um novo relatório divulgado nesta terça-feira, 27, engrossou a acusação contra a Microsoft de adotar táticas manipuladoras para forçar o uso do navegador Edge. O documento de 46 páginas obtido pelo site Neowin tem autoria da equipe de pesquisa Behavioural Insights Team, sob encomenda da Browser Choice Alliance, grupo reúne que empresas concorrentes como Google, Vivaldi e Opera e tem por missão defender a liberdade de escolha dos consumidores nos dispositivos com Windows.
A investigação aponta a presença de dez padrões obscuros na arquitetura do sistema operacional. Um dos exemplos mais visíveis ocorre nas buscas. Se o usuário tenta baixar um navegador alternativo por meio do buscador Bing, a interface exibe mensagens intrusivas para promover o Edge e desestimular a troca de software.
Mesmo após a instalação de um rival, a Microsoft impõe barreiras de sistema. A mudança de navegador padrão no Windows 11 altera apenas os links de internet básicos, como endereços HTTP e HTTPS. Para abrir arquivos PDF ou outras extensões, a pessoa precisa configurar as preferências manualmente nos ajustes. Além disso, a investigação identificou computadores com o Modo S ainda em circulação.
