As indicações para diretorias de agências reguladoras deveriam ficar de fora do “troca-troca” político entre governo e partidos, defendeu, nesta 3ª feira (27.out.2026), o diretor-presidente interino da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), Leonardo Góes.
Durante evento do setor de infraestrutura com 9 diretores de reguladoras, Góes afirmou que, passadas as eleições, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria considerar rever os critérios de nomeações para as vagas abertas nas agências, privilegiando nomes técnicos em detrimento de indicações provenientes de acordos.
“As agências deveriam estar de fora desse troca-troca político do governo. É normal compor o governo com políticos para buscar apoio para governar, mas as agências precisam ficar de fora disso”, disse o diretor da ANA durante painel no encontro Infra & Reg, em Brasília.
Segundo Góes, as indicações para as agências deveriam ser prerrogativa exclusiva do Executivo, conforme estabelecido na Constituição. No cenário atual, de acordo com o diretor, as nomeações são combinadas com partidos aliados em troca de cargos ou apoio em pautas. As sabatinas e aprovações dos novos diretores no Senado tornam-se “um passo qualquer, sem importância, já que já está tudo combinado mesmo”.
