Um vídeo de um filhote de coruja sendo alimentado por um fantoche infantil chamou a atenção nas redes sociais na última semana.
O bebê, ainda sem penas e posicionado dentro de um pote de plástico, recebe comida de uma seringa segurada por uma mão coberta pelo fantoche. A enfermeira humana tem uma máscara ocultando seu rosto.
Publicada pelo Cetra (Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens) da UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia), a cena reflete um princípio pouco conhecido do cuidado com animais silvestres: o anti-imprinting.
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O que é imprinting?
É um comportamento também chamado de “estampagem” ou “cunhagem” que acontece logo nos primeiros dias da vida de um animal, em resposta à presença de uma figura materna ou paterna.
Ele foi descrito pela primeira vez pelo etólogo Konrad Lorenz ao observar filhotes de gansos e patos recém-nascidos. Assim que saíam dos ovos, os bebês seguiam instintivamente o primeiro objeto que viam - podendo ser sua mãe, outro animal ou até um objeto inanimado.
Seria este o mecanismo responsável pela aprendizagem de comportamentos essenciais para a sobrevivência: ao fixar sua atenção em figuras maternas e paternas, os filhotes copiam os comportamentos dos mais velhos e extraem diversas informações importantes.
Mas quando animais são separados dos pais ao nascer, o “imprinting” pode escolher um alvo que não tem estes aprendizados a oferecer. Este é o contexto do “anti-imprinting”.
