A estiagem prolongada no Amazonas acende um alerta para a logística do agronegócio, especialmente para o transporte de insumos utilizados na produção de soja, pois a redução do nível dos rios dificulta a navegação em alguns trechos. O cenário preocupa o setor diante da previsão de maior demanda por insumos agrícolas no estado nos meses de janeiro e fevereiro.
Segundo Edeon Vaz, diretor-executivo da Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias e dos Corredores de Exportação (Adecon), a situação varia conforme o rio. “No Madeira, voltou a ser normal, se navega com capacidade plena”, afirma. Já no Tapajós, a redução do nível da água limita a capacidade de transporte das embarcações. A estiagem também dificulta o acesso de barcos menores em determinados trechos dos rios amazônicos.
Vaz explica que a redução dos níveis dos rios faz parte do verão amazônico, período marcado pela diminuição das chuvas. “Isso tudo é o verão amazônico. Não é só o El Niño”, destaca o executivo. Segundo ele, cada período apresenta características diferentes, e episódios severos de estiagem já foram registrados historicamente na região, antes mesmo do desenvolvimento da agricultura.
A preocupação para o setor da soja está na chegada dos insumos agrícolas, prevista principalmente para janeiro e fevereiro. A expectativa é que as chuvas elevem novamente os níveis dos rios até esse período, favorecendo o transporte fluvial.
