Na mitologia mesopotâmica, a serpente marinha Tiamat era uma divindade primordial associada ao mar e ao caos. Na tradição hebraica, o dragão Leviatã é uma criatura marinha colossal e ameaçadora. Já na mitologia grega, a baleia gigante Ceto e outros monstros marinhos, como Cila, com suas 12 pernas e seis pescoços, personificam os perigos das águas.
A tradição de imaginar criaturas marinhas gigantes provavelmente nasceu da combinação de três fatores: o medo do oceano desconhecido, o encontro com animais reais pouco familiares e a tendência de transformar forças naturais em seres monstruosos. Mas esses mitos também tinham um pezinho na realidade: hoje em dia, o gigantismo é uma característica que pode ser observada em várias espécies abissais, ou seja, que habitam as profundezas do oceano.
Um exemplo é a lula-gigante, que pode ultrapassar 10 metros de comprimento total. Outro é o isópode-gigante, um crustáceo aparentado com o tatuzinho-de-jardim que pode chegar a cerca de 50 centímetros. Esse fenômeno é chamado de gigantismo abissal e ele apresenta um padrão: em muitos casos, as espécies que habitam águas profundas tendem a ser muito maiores do que seus parentes que vivem em águas rasas. Mas por que isso acontece?
Qual a diferença entre lesma, caracol e caramujo?
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Gigantes dos mares
Em um estudo de 2006, o biólogo Craig R. McClain propôs analisar o fenômeno da mesma forma como olhamos para as ilhas que existem na superfície.
