O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, revogou as medidas cautelares impostas ao pastor Silas Malafaia e determinou o arquivamento da investigação contra ele por suspeita de tentar coagir autoridades brasileiras.
A decisão foi assinada na segunda-feira (26) e atende a um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), que concluiu não haver provas suficientes para sustentar a participação de Malafaia no crime investigado.
Com o arquivamento, deixam de valer as restrições impostas ao pastor, entre elas a proibição de deixar o país. Fachin também determinou a restituição dos bens apreendidos durante a investigação, incluindo seu passaporte.
Malafaia teve o passaporte apreendido em agosto de 2025, quando retornava de uma viagem a Portugal pelo Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Na ocasião, ele foi alvo de busca e apreensão da PF (Polícia Federal) e também ficou proibido de manter contato com outros investigados, entre eles Jair Bolsonaro (PL) e Eduardo Bolsonaro.
A investigação fazia parte do inquérito que apurou a atuação do ex-deputado e Paulo Figueiredo nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, e interferir no andamento do processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
