Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmam que ele fugiu do Brasil e está a caminho dos Estados Unidos, onde planeja pedir asilo. A saída provocou irritação entre parlamentares e pessoas próximas do clã Bolsonaro, que cobram explicações do candidato derrotado à Presidência, incomunicável nesta terça-feira (27/10).
Reservadamente, políticos classificaram, no início da tarde, a decisão como “burra” e “covarde”.
A reclamação é que Flávio voltou a descumprir o que havia prometido: na véspera, disse que permaneceria no país e se dedicaria a organizar a oposição ao novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, havia afirmado pela manhã que Flávio estava no Brasil. À tarde, ao ser questionado pela imprensa no Senado, reagiu com irritação e disse que não comentaria o assunto antes de uma manifestação do filho de Jair Bolsonaro.
Flávio foi aconselhado, na segunda (26/10), a não deixar o país. O conselho foi dado durante uma reunião convocada para reajustar o tom da reação à derrota para Lula. Foi o último contato da maioria dos participantes com Flávio.
Segundo relatos feitos ao Metrópoles, o senador demonstrou irritação com a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse seus passaportes à Polícia Federal (PF). Na conversa, disse temer uma prisão.
Os aliados tentaram convencê-lo de que permanecer no Brasil era a melhor decisão.
