Uma nova simulação computacional oferece visão detalhada de como o Universo evoluiu nos primeiros bilhões de anos após o Big Bang. Batizado de Lumina, o projeto recria a interação entre matéria escura, gases quentes e os primeiros objetos cósmicos, ajudando cientistas a investigar como surgiram as primeiras estrelas e galáxias.
As visualizações foram divulgadas no domingo (25) e representam a evolução do cosmos entre 50 milhões e dois bilhões de anos após o Big Bang. O trabalho também permite comparar previsões teóricas com observações do telescópio espacial James Webb, que vem permitindo aos astrônomos investigar fases cada vez mais antigas da história do Universo.
Oliver Zier, cientista do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e responsável pela iniciativa, explicou ao The New York Times que boa parte do conhecimento sobre a formação de galáxias vem de observações do Universo próximo. Com os dados do Webb, porém, os pesquisadores conseguem investigar épocas em que as primeiras estrelas e galáxias começaram a surgir.
Como o Universo evoluiu após o Big Bang
Nos primeiros momentos após o Big Bang, o Universo era uma mistura extremamente quente de elétrons e núcleos atômicos. À medida que o cosmos se expandiu e esfriou, essas partículas se combinaram, formando uma espécie de neblina composta principalmente por hidrogênio e hélio;
Naquele período, a radiação ultravioleta e os raios X percorriam distâncias curtas antes de serem absorvidos pelo gás neutro.
