A Lua sempre foi fonte de interesse e fascínio para a humanidade. Desde os tempos mais remotos ela ilumina nossas noites, inspira poetas e casais apaixonados. E desde que nos tornamos capazes de observá-la mais de perto, sua superfície, coberta de crateras, também desperta nossa curiosidade. Algumas são pequenas depressões, outras formam imensas estruturas com montanhas no centro e anéis que se estendem por centenas de quilômetros. Mas essas marcas não são apenas detalhes de uma paisagem distante. Elas registram colisões que aconteceram ao longo de bilhões de anos e nos ajudam a reconstruir a história da Lua e do próprio Sistema Solar.
A observação dessas estruturas mudou nossa compreensão do Universo. Durante séculos, a filosofia aristotélica defendia que os corpos celestes eram perfeitos e imutáveis. Essa ideia começou a perder força no início do século XVII, quando Galileu Galilei apontou seu telescópio para a Lua e encontrou montanhas, vales e sombras que revelavam uma superfície irregular. Desde a Antiguidade, a humanidade observa as manchas claras e escuras da Lua, mas as observações telescópicas mostraram que a Lua era um mundo com uma geologia muito mais complexa e interessante.
Com a chegada das sondas espaciais e, posteriormente, das missões tripuladas do programa Apollo, passamos a estudar essas estruturas em detalhes.
