A primeira missão do quarto governo Luiz Inácio Lula da Silva em sua política comercial para o agronegócio deverá ser manter a proximidade com os Estados Unidos para evitar o agravamento das disputas tarifárias entre os dois países, segundo Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM. Ao mesmo tempo, o Brasil poderá ampliar o espaço de seus produtos na China e na União Europeia, aproveitando a relação diplomática com esses mercados.
“Essa é a primeira tarefa que temos no governo Lula: de algum modo mantermos proximidade com os EUA para que isso não agrave questões tarifárias que podem prejudicar bastante certos produtos brasileiros”, afirmou Trevisan em entrevista ao CNN Agro News.
Para o professor, a competitividade do agronegócio brasileiro está entre os fatores que ajudam a explicar as medidas comerciais adotadas pelo governo do presidente Donald Trump. A diplomacia brasileira, segundo ele, deverá demonstrar aos norte-americanos que há espaço para a atuação dos dois países no mercado internacional, sem que o avanço das exportações brasileiras seja interpretado como uma ameaça aos produtores dos Estados Unidos.
“Temos muita força no agro, estamos praticamente capitaneando o mercado em soja, algodão e carne. (…) E eu não tenho dúvida que boa parte das tarifas americanas tem uma razão essencial: a concorrência e eficiência do agro brasileiro.
