No momento em que escrevo este artigo, ninguém sabe se Flávio Bolsonaro fugiu mesmo do país depois de Alexandre de Moraes ter ordenado a apreensão dos seus passaportes, o comum e o diplomático.
A PF pediu a apreensão minutos depois de sair o resultado oficial das urnas, no âmbito do inquérito contra o advogado Willer Tomaz, suspeito de lavar dinheiro para o filho de Jair. O ministro assinou a ordem ainda na noite de domingo, sem pedir o aval da PGR.
Como Flávio perdeu a eleição, estava tudo preparado, portanto, para que Moraes partisse para cima dele com toda a fúria da sua imparcialidade. Diz-se que o ministro deve usar o inquérito como escudo anti-impeachment.
É impressionante como há coincidências em Brasília. No dia 6 de outubro, Moraes fez uma reunião secreta com mandachuvas da Polícia Federal. Dois dias depois, o inquérito chegou ao STF, e o ministro foi sorteado para ser o relator.
A PF suspeita de que Flávio é sócio de Willer Tomaz e usuário master de uma conta de uma empresa do advogado no banco Santander. No entanto, Willer Tomaz gravou um vídeo no qual mostra um documento do banco que nega que isso seja verdade.
Ao ter o seus sigilos quebrados, o advogado se disse vítima de pesca probatória e estranhou que informações do inquérito tenham sido divulgadas a poucas horas do debate entre Flávio e Lula na Rede Globo.
