O BC (Banco Central) afirmou nesta 3ª feira (27.out.2026) que publicará normas para restringir a oferta de crédito sem garantia ainda em 2026.
O anúncio foi na coletiva do REF (Relatório de Estabilidade Financeira) referente ao 1º semestre de 2026, que mostrou que apenas 7,6% do valor médio contratado no Crédito do Trabalhador foi usado para reduzir saldos em linhas mais caras. Leia a íntegra (PDF - 13 MB)
O Crédito do Trabalhador é o novo consignado privado, criado pela Lei 15.179 de 2025 para baratear o crédito a trabalhadores formais. Segundo o BC, os recursos foram usados principalmente para assumir novo compromisso financeiro, e não para reorganizar o orçamento.
Eis as medidas que estão em análise:
alteração do requerimento de capital dos bancos, o FPR (Fator de Ponderação de Risco), para carteiras de cartão de crédito e de empréstimo pessoal sem garantia;
travas nos aplicativos para evitar a contratação de crédito por impulso, com exigências de capacidade de pagamento das famílias.
DADOS DO CONSIGNADO PRIVADO
De acordo com o REF, o desempenho da modalidade foi:
7,6% do valor médio contratado foi destinado a reduzir saldos de linhas de maior custo, como cartão de crédito e crédito pessoal não consignado;
14% dos tomadores usaram mais de 80% do montante obtido para quitar débitos anteriores;
a inadimplência passou a crescer a partir do 5º mês após a concessão e ultrapassou a do crédito pessoal sem garantia.
