Aqueles a que chamo “uzmercáduz” reagiram muito mal à reeleição de Lula. Logo passa. O Goldman Sachs, por exemplo, já enxerga oportunidades, outros virão daqui a pouco, embora aposte que o presidente pouco fará para mudar a “trajetória fiscal”. Não sei bem o que quer dizer e qual seria o conteúdo de uma eventual inflexão.
Essa turma sempre arruma substantivos abstratos para tratar de gente concreta: os pobres, por exemplo. De qualquer modo, parece ser algo um tanto mais razoável do que anunciar: “Ou muda ou lhe quebramos as pernas”. Em horas assim, quem dissente do grupo de pressão acaba levando vantagem. Basta saber a hora certa de abandonar os parceiros, cedendo à realidade. Por ora, estão todos indignados. Vamos ver.
Eu ainda não entendi, e não entendi mesmo, a menos que alguém me explique, então, qual era a agenda secreta de Flávio, por que o candidato do PL tinha sido eleito como “o nosso (deles) homem”. Em entrevista a Renata Lo Prete, na dita “Sabatina da Globo”, não gosto do nome, mas, para ele, vale, porque estava de calças curtas e, creio, com vontade de fazer xixi, houve a sua famosa sequência de “nãos” secos e tranquilizadores: não alteraria a política de valorização do salário mínimo; não mexeria com o ganho real dos aposentados; não desvincularia Saúde e Educação dos laços constitucionais que impõem reajustes no Orçamento.
