As forças militares de Israel continuaram, na segunda-feira (26), a intensificar as medidas militares e a isolar áreas na cidade de Hebron, na Cisjordânia, provocando o deslocamento de quase 4 mil civis palestinos, segundo a agência de notícias WAFA, que cita fontes locais.
O número de famílias afetadas pela ofensiva israelense em curso em partes de Hebron, iniciada após um ataque armado nas proximidades da cidade que resultou na morte de dois soldados da FDI (Forças de Defesa de Israel) na sexta-feira (23), subiu para 619, informou a agência.
Acrescentou ainda que cerca de 3.971 palestinos foram deslocados à força de suas residências, enquanto outros 85 foram detidos.
Inquérito da ONU afirma que Israel continuou genocídio em Gaza após trégua
Ataques israelenses na Faixa de Gaza matam pelo menos quatro palestinos
Vítimas em Gaza passam de 1.500 durante período de cessar-fogo
As operações militares e o fechamento forçado de áreas em Hebron causaram danos a diversas instalações civis e comerciais, resultando em perdas materiais significativas, segundo a agência.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teria rejeitado uma proposta do chefe do Estado-Maior das FDI, Eyal Zamir, para encerrar a operação em Hebron, informou a emissora pública Kan na segunda-feira.
Embora os militares tenham deixado claro que todos os objetivos foram alcançados, Netanyahu ordenou a continuidade da operação, segundo o relato.
