Viajantes frequentes podem estar familiarizados com a experiência de ver seu avião chegando ao aeroporto e se animar com a perspectiva de esticar as pernas e aterrissar em terra firme, só para se verem presos na aeronave enquanto ela circula no céu por um período que parece interminável.
A manobra não é capricho do piloto, nem necessariamente sinal de pane: na maioria das vezes, ocorre por falhas na gestão do tráfego aéreo.
Nesta terça-feira (27), a ONU (Organização das Nações Unidas) compartilhou um plano para mitigar o problema - e ele envolve medidas que a aviação nacional já aplica, mas com restrições.
Por que aviões voam em círculos?
O cenário é chamado de padrão de espera: quando um avião entra em trajetória circular em um ponto fixo do céu enquanto soluciona um problema mecânico, aguarda melhores condições climáticas para seguir viagem ou espera autorização para aterrissar. Em espaços aéreos muito movimentados, esta autorização pode demorar.
O volume de combustível no tanque da aeronave precisa levar em conta esse período; hoje, as normas de transporte aéreo e aviação civil propõem abastecer o suficiente para manter um padrão de espera de até 45 minutos, além do necessário para completar a rota.
Caso a permissão para pouso demore demais e o combustível fique próximo do nível mínimo de segurança, o piloto deve avisar a torre de segurança para receber prioridade na fila ou mudar a rota para outra pista.
Quais as consequências dos longos padrões de espera?
