Uma investigação da empresa de segurança CrowdStrike revelou que invasores começaram a delegar o planejamento e a execução de ataques cibernéticos para agentes de inteligência artificial (IA). O estudo detalha a ação de quatro grupos que deixaram as estruturas ofensivas expostas na internet, o que permitiu que pesquisadores mapeassem como a tecnologia acelera a velocidade e a escala das invasões. Entre os alvos afetados estão órgãos governamentais do Brasil e de outros países, além de companhias dos setores de saúde, tecnologia e varejo.
As ferramentas utilizadas pelos cibercriminosos funcionam com base em modelos avançados de IA. Os agentes autônomos tomam decisões em tempo real, exploram falhas de segurança e roubam dados de forma automatizada, avaliam os analistas.
“Entre maio e agosto de 2026, documentamos diversos incidentes nos quais os invasores usaram a inteligência artificial não apenas para criar ferramentas, mas para conduzir campanhas autônomas nas quais os próprios agentes tomam decisões e executam comandos”, afirma o relatório recém-publicado pela CrowdStrike.
Como os cibercriminosos enganam as proteções de IA
Para conseguir utilizar os assistentes virtuais em invasões, os criminosos criaram métodos para burlar as travas de segurança originais dos sistemas. A estratégia mais comum consiste em convencer o modelo de IA de que a ação é um teste de segurança legítimo e autorizado dentro da empresa.
