Existe vida depois do circuit breaker. Os donos do dinheiro apostaram em Flávio Bolsonaro. Deu Lula. A Bolsa caiu 15%, o dólar subiu 9%. Apesar do pânico, porém, o Brasil tem uma grande oportunidade pela frente.
A vitória nas urnas de Luiz Inácio Lula da Silva, que será presidente pela quarta vez, foi a principal manchete das edições eletrônicas dos principais jornais do mundo na noite de domingo.
Os meios de comunicação estrangeiros ressaltaram a grande virada do segundo turno e a intensa mobilização nas ruas nas últimas três semanas. Mas o tema principal foi o exemplo do Brasil na resistência à onda de extrema direita que agita o mundo.
O sonho de Donald Trump de povoar o continente de aliados esbarrou na vontade dos eleitores brasileiros, como indicaram principalmente jornais dos Estados Unidos e da Europa. E o presidente americano manteve silêncio.
Lula recebeu mensagens de felicitações da União Europeia, da China, da Rússia, do México e de países vizinhos, como Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. E nenhuma palavra do presidente da Argentina, Javier Milei.
Agora, Lula, aos 81 anos, tem pela frente um mandato de quatro anos que coincide com um grande processo de reconfiguração da ordem mundial. E a crise, como se costuma dizer, também oferece oportunidades.
O Brasil deu ao mundo um exemplo da força de suas instituições, apesar do ruído causado pela ampliação do horário de votação em duas horas.
