A coluna Na Mira apurou que o Conselho Tutelar de Samambaia e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) foram acionados pela equipe médica do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), após a identificação de lesões na bebê de 1 anos e três meses que morreu nesse domingo (25/10). A criança havia sido hospitalizada no início do mês na unidade, apesar de ter morrido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região ao chegar em parada cardiorrespiratória.
Segundo o conselheiro tutelar Lucas Martins, ao tomar conhecimento da suspeita de maus-tratos, o órgão solicitou, com base na Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022), que cria mecanismos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes, medidas para afastar a criança da mãe, do padrasto e da babá.
Os três foram ouvidos pela PCDF no âmbito da investigação sobre a morte da bebê. Ninguém foi preso.
Ainda de acordo com Lucas Martins, diante da situação, a própria mãe, que estava de mudança para Samambaia (DF), decidiu deixar a filha aos cuidados da avó materna. Na quinta-feira (22/10), a Justiça indeferiu o pedido de afastamento. A mãe, então, buscou a bebê no sábado (24/10), um dia antes da morte da criança.
O pedido de afastamento teria sido negado por falta de indícios suficientes que justificassem impedir a menina de permanecer sob os cuidados da mãe.
