A Anthropic, criadora do assistente Claude, iniciou o processo para abrir seu capital e pode protagonizar uma das maiores ofertas públicas de ações da história. A operação será um teste para o mercado de inteligência artificial (IA), em meio às dúvidas sobre as avaliações bilionárias do setor.
O resultado também pode influenciar a futura estreia da OpenAI na Bolsa e mudar a disposição dos investidores de financiar empresas ligadas à tecnologia.
Crescimento acelerado e pressão por resultados
Investidores já avaliam a Anthropic em trilhões de dólares. Fundada há cinco anos, a empresa divide com a OpenAI o protagonismo no mercado de IA. A concorrente também apresentou documentos confidenciais para abrir seu capital, mas não prevê uma estreia antes de 2027.
O cenário financeiro, porém, ficou menos favorável. Empresas de computação em nuvem voltadas à IA e operadoras de data centers sofreram quedas nas ações. A australiana Firmus retirou seus planos de IPO, assim como a Solidigm, unidade americana da SK Hynix.
A Anthropic chega à Bolsa com resultados expressivos, mas também com perdas elevadas. No primeiro semestre, acumulou mais de US$ 80 bilhões (R$ 420 bilhões) em perdas, segundo a CNBC. No mesmo período, a receita avançou rapidamente, impulsionada pela adoção de ferramentas de programação e produtividade por empresas.
No segundo trimestre, o faturamento atingiu US$ 11,56 bilhões (R$ 60,69 bilhões), ante US$ 787 milhões (R$ 4,13 bilhões) no mesmo período do ano anterior.
