RIO DE JANEIRO - O Flamengo busca nos tribunais uma última possibilidade de continuar na disputa da Copa Libertadores. Eliminado pelo Estudiantes nos pênaltis, na semifinal, o clube entrou com uma ação na Conmebol questionando a utilização do zagueiro Marcos Rojo no jogo de volta, realizado no Maracanã.
Para sustentar o pedido, o Rubro-Negro se apoia em precedentes da própria Conmebol envolvendo escalações consideradas irregulares. Entre os casos citados estão punições aplicadas a Chapecoense, Santos e Barcelona de Guayaquil em competições continentais.
A diretoria do Flamengo entende que a autorização concedida pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) ao Estudiantes não seria suficiente para afastar a responsabilidade do clube argentino perante o regulamento da Conmebol.
Chapecoense perdeu pontos após escalação irregular em 2017
Um dos precedentes ocorreu em 2017, na Libertadores, envolvendo Chapecoense e Lanús.
Pouco antes da partida entre as equipes, a Conmebol comunicou que o zagueiro Luiz Otávio não poderia atuar por estar suspenso após uma expulsão contra o Nacional, do Uruguai. A Chapecoense alegou que não havia sido informada oficialmente sobre a punição e manteve o jogador em campo.
Luiz Otávio marcou o gol da vitória brasileira por 2 a 1. Posteriormente, porém, a Conmebol puniu a Chapecoense com a perda dos pontos e atribuiu ao Lanús uma vitória por 3 a 0.
A decisão acabou tendo impacto direto na campanha do clube brasileiro, que foi eliminado da competição.
