A concentração dos principais gases de efeito estufa na atmosfera voltou a quebrar recordes históricos em 2025. O alerta foi divulgado nesta terça-feira (27) pela OMM (Organização Meteorológica Mundial), agência vinculada à ONU (Organização das Nações Unidas).
Segundo o 22º Boletim de Gases de Efeito Estufa, o acúmulo contínuo de poluição atmosférica garante a manutenção do aquecimento global por décadas e até séculos. Os dados revelam que os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados na história.
O dióxido de carbono (CO₂), principal gás estufa de origem humana e responsável por cerca de 66% do efeito de aquecimento provocado por gases de longa duração, alcançou a média global de 426,8 ppm (partes por milhão) na superfície em 2025.
O valor representa 153% dos níveis pré-industriais, período anterior a 1750, quando a concentração era de 278,3 ppm.
A taxa de crescimento do CO₂ acelerou significativamente ao longo das últimas décadas, triplicando desde os anos 1960. Entre 2024 e 2025, a elevação foi de 2,8 ppm. Embora o avanço tenha sido inferior ao salto verificado no período 2023-2024 (3,6 ppm), ele permaneceu acima da média anual da última década (2,63 por ppm por ano).
De acordo com a cientista sênior da OMM, Oskana Tarasova, a desaceleração relativa em 2025 refletiu a recuperação dos sumidouros terrestres de carbono e a diminuição das queimadas após o enfraquecimento do fenômeno El Niño.
