Reservado, avesso à exposição na mídia e relativamente novo na política israelense, o ex-chefe militar Gadi Eisenkot apresenta um contraste claro em relação ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o líder veterano que pretende derrotar nas eleições do dia 27 de outubro.
Sua imagem de alguém direto, de origem humilde e linha-dura em questões de segurança tem repercutido em uma nação que vai às urnas no dia 27 de outubro, a primeira eleição desde que o Hamas atacou Israel, há três anos.
Eisenkot propõe uma ruptura com a liderança de Netanyahu e seus aliados de ultradireita, mas não com a postura de linha-dura em segurança, que se intensificou desde 7 de outubro de 2023: ele se opõe à criação de um Estado palestino e defende que a ala militar do Hamas seja destruída ou desmantelada.
Pesquisas de opinião mostram o partido de Eisenkot, o Yashar, à frente do Likud, de Netanyahu; contudo, dada a fragmentação da política israelense, não há garantia de que qualquer um deles consiga formar o próximo governo.
Durante a campanha, Eisenkot tem enfatizado sua experiência na área de segurança, mencionando a “doutrina Dahiyeh”, que consiste em responder a ataques com força desproporcional, a qual ele aplicou como comandante durante a guerra de Israel contra o Hezbollah (apoiado pelo Irã) no Líbano, em 2006.
