O Brasil não conseguirá absorver toda a demanda energética de data centers que deve chegar ao país nas próximas décadas sem considerar a geração de energia nuclear, afirma, presidente da Abdan (Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares).
Em entrevista ao Poder360, o executivo disse que a energia nuclear “explodiu” no mundo inteiro, sobretudo por causa das aplicações em data centers, e é reconhecida como a melhor forma de assegurar o fornecimento ininterrupto de energia elétrica nos centros de processamento de dados.
Executivos e representantes dos setores de infraestrutura digital e de energia elétrica vêm defendendo nos últimos meses que o Brasil tem capacidade de se tornar o principal destino de data centers na América Latina diante de um cenário de investimentos globais em inteligência artificial, computação em nuvem e capacidade computacional. Estimativas da Moody’s falam em um mercado que pode movimentar até US$ 3 trilhões no país nos próximos 5 anos.
Na disputa por investimentos estrangeiros crescentes no segmento, o Brasil larga na frente dos seus vizinhos sul-americanos por causa da matriz predominantemente renovável e do potencial para combinar diferentes fontes de energia. Porém, é consenso no setor elétrico que a elevada demanda por energia desses empreendimentos ainda é um obstáculo a ser superado.
Data centers são intensivos em consumo energético e precisam operar 24 horas por dia, 7 dias por semana.
