A entrada da iniciativa privada nas obras da Usina Termonuclear Angra 3 é a única opção viável para a conclusão do empreendimento, afirma, presidente da Abdan (Associação Brasileira para o Desenvolvimento De Atividades Nucleares).
Com as obras paralisadas desde 2015, a usina localizada em Angra dos Reis (RJ) custa R$ 1 bilhão por ano à União e é um dos principais impasses a serem resolvidos pelo Ministério de Minas e Energia às vésperas do início do 4º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em entrevista ao Poder360, Cunha defende que a entrada da Âmbar Energia, braço do grupo J&F, dos irmãos Batista, será determinante para a resolução do impasse, que aguarda atualmente uma decisão do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) sobre a retomada ou conclusão das obras.
Em outubro de 2025, a Âmbar adquiriu por R$ 535 milhões a totalidade da participação da Eletrobras na Eletronuclear, estatal responsável pela operação de Angra 1, 2 e 3. O negócio marcou a entrada da J&F no setor de geração nuclear.
