Emma Elliott Smith é pesquisadora associada em Antropologia no Museu Nacional de História Natural do Smithsonian Institution e na Universidade do Novo México. O texto a seguir, escrito com Torben Rick, foi originalmente publicado no site The Conversation, que reúne artigos escritos por pesquisadores. Vale a visita.
Desde um humilde sanduíche recheado de maionese até um pedaço caro de sashimi, o atum é uma fonte de alimento muito apreciada por pessoas em todo o mundo. Outrora uma fonte de proteína enlatada barata e fácil de transportar, os atuns-azuis de hoje podem chegar a preços na faixa dos milhões de dólares em leilões. Milhões de toneladas de atum são capturadas todos os anos, sustentando uma indústria global avaliada em cerca de US$ 40 bilhões (cerca de R$ 200 bilhões) anualmente.
Mas os atuns são mais do que apenas a carne rosada encontrada em latas e no sushi, e a história da Humanidade com esses peixes remonta a tempos mais antigos do que você imagina.
Como uma bióloga e um arqueólogo interessados nas interações de longo prazo entre o ser humano e o meio ambiente, queríamos investigar o registro profundo da relação das pessoas com os atuns.
Contamos com a expertise de 18 pesquisadores renomados em todo o mundo e estudamos uma variedade de fontes, desde restos esqueléticos de atuns em sítios arqueológicos até arte rupestre antiga, pinturas em afrescos e vasos, registros históricos escritos e relatos etnográficos de comunidades indígenas.
