Eleitores vão às urnas nesta terça-feira (27) para as eleições gerais em Israel. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, tenta se manter no cargo em meio a críticas de rivais políticos. Essa é a primeira vez desde 1988 que uma legislatura consegue completar o tempo integral do mandato, sem uma dissolução antecipada.
O voto em Israel é para maiores de 18 anos e não é obrigatório. Segundo o Comitê Central Eleitoral do país, órgão governamental encarregado da organização e apuração das eleições, 7,3 milhões de eleitores estão registrados e aptos a votar nas cerca de 12 mil seções eleitorais.
O pleito é o primeiro desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que iniciou a guerra no Oriente Médio. Mais de 1.200 pessoas morreram na ocasião e 251 pessoas foram levadas como reféns.
Em resposta, o governo do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, lançou uma ofensiva contra a Faixa de Gaza. Mais de 75 mil pessoas foram mortas no território palestino desde o início da guerra.
A última rodada de pesquisas pré-eleitorais em Israel mostra que o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não deve conseguir maioria nas eleições.
Os levantamentos também sugerem que o principal rival do premiê, o ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eisenkot, também não deve conseguir maioria e, provavelmente, precisará contar com o apoio dos partidos árabes para tirar Netanyahu do poder.
