O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu
REUTERS/Ronen Zvulun/Pool
As eleições desta terça-feira (27) em Israel equivalem a um julgamento popular do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e também à dimensão da rejeição a ele.
Pela primeira vez, os israelenses poderão avaliar a sua liderança diante do massacre de 7 de outubro de 2023, do qual ele nunca assumiu a responsabilidade e rechaçou a instalação de uma comissão independente de inquérito, assim como as guerras de Gaza, Líbano e Irã, que levaram o país ao isolamento.
Eleições em Israel fazem milhares de israelenses voltarem ao país apenas para votar
Sem dúvida alguma, o voto é sobre o premiê mais longevo, que comandou Israel em seis mandatos. Pesam ainda sobre ele a tentativa de emplacar uma controversa reforma judicial, o julgamento em três processos por corrupção e um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional.
O último mandato de Netanyahu, de 77 anos, foi o mais radical, nacionalista e religioso, graças ao apoio e à dependência de parceiros de extrema direita e ultraortodoxos. E é nesta direção que o premiê promete conduzir o país nos próximos quatro anos.
Seu slogan de campanha é “Direita ou Palestina”, palavras que rimam em hebraico, mas que, no contexto atual, carregam um significado contraditório.
O bloco anti-Netanyahu se uniu em torno do ex-general e ex-chefe do Estado Maior Gadi Eisenkot, de 66 anos, do partido Yashar.
Israel vota sobre destino de Netanyahu e o futuro do país
