De olho no futuro, e passadas as eleições, o PSB e o PDT passaram a discutir a formação de federação para fortalecer a bancada e se preparar para as eleições de 2030 em um cenário político sem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito no último domingo para um quarto mandato.
Depois do primeiro turno, o presidente Carlos Lupi reuniu os correligionários em Brasília para tratar do futuro do partido. O clima era de divisão, segundo pessoas presentes ouvidas pelo Metrópoles.
A federação com o partido do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) agrada uma ala do partido, em especial os deputados, que já ensaia os primeiros passos. Por exemplo, na nota conjunta em apoio à reeleição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), assinada pelas duas legendas.
Do lado do PSB, o presidente da sigla, João Campos, é um dos entusiastas da aliança. A formação de uma federação tem duração de pelo menos 4 anos e, na prática, as legendas atuam como um só partido, podendo ser um “balão de ensaio” para uma possível fusão.
É isso que defendem alguns nomes do PDT, em busca da sobrevivência do partido. Sob cautela, um líder partidário disse à reportagem que a sigla precisa pensar em um projeto político conjunto e duradouro de “centro. Não de centrão” de olho nas eleições de 2030, e em um cenário em que a centro-esquerda não contará mais com o seu principal expoente: Lula.
