São Paulo, O Hospital Salvalus, na Mooca, zona leste de São Paulo, investigado pela Polícia Civil após mortes de 36 bebês, caso revelado pelo Metrópoles, é alvo de um procedimento do Ministério Público do Estado (MPSP) que apura excessiva demora nos atendimentos e supostas falhas na prestação de serviços médico-hospitalar.
A unidade também é investigada em um inquérito civil instaurado em 2021 pela promotoria de Saúde pelo mesmo motivo: falhas na prestação de serviços médicos.
O processo, no entanto, está prestes a ser arquivado pelo Conselho Superior do MPSP, após cinco anos de apuração. Segundo o órgão ministerial, ainda não há uma data prevista para os procuradores votarem pelo arquivamento ou não do procedimento.
E, há 10 anos atrás, em 2016, Salvalus foi alvo de uma ação conjunta dos conselhos regionais de enfermagem (Coren-SP) e medicina (Cremesp) de São Paulo, além da Vigilância Sanitária e do Ministério Público, que apuraram os casos de infecção bacteriana na unidade. Na época, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado.
Uma década depois da assinatura desse TAC, o Salvalus entrou na mira da Polícia Civil, e foi novamente alvo de apuração do Coren e do Cremesp, além de inspeção da Vigilância Sanitária. A razão é a mesma: contaminação bacteriana no setor de internação da unidade. As vítimas, dessa vez, são bebês de até três anos de idade, em sua maioria.
