São Paulo, Poças, grelhas destruídas, fissuras no concreto e retorno de água para o interior de prédios durante os temporais. Esses são só alguns dos problemas registrados em meio à substituição das pedras portuguesas por concreto nos calçadões do centro de São Paulo, uma obra que custa R$ 126 milhões aos cofres da prefeitura e que já se arrasta há mais de três anos.
A reportagem esteve em ruas que estão passando pela substituição das pedras pelo novo pavimento e encontrou uma série de falhas. Em alguns pontos onde a obra já foi aparentemente concluída, como em trechos da Rua Sete de Abril, grelhas de concreto estão destruídas, com o concreto se esfarelando sobre os bueiros, sinalizados com cones gigantes para evitar a queda dos pedestres.
Na mesma Sete de Abril, durante um temporal na última semana, a água jorrou por tampa de caixa de inspeção e retornou para um quadro de luz em um prédio na altura do número 264.
O problema se repetiu na Rua Álvares Penteado. “Teve uma chuva forte e a drenagem não foi bem-feita. A água voltou para a caixa do prédio que estamos reformando. É um absurdo. Causou transtorno não só para nós, mas para o restaurante aqui ao lado, que alagou todo”, disse o ajudante de pedreiro João Pedro Ferreira da Silva, 32 anos.
Na Rua Anchieta, nas proximidades da Sé, mesmo seis horas após uma chuva, durante a madrugada, ainda havia grandes poças d’água sobre o concreto, indicando falha no sistema de drenagem.
