No ecossistema de ostentação e cifrões altos que orbita o mercado de acompanhantes de altíssimo padrão no Brasil, a palavra final não vem de grandes cartéis, casas de prostituição nem de empresários ocultos. Ela sai das telas de celular de três mulheres que comandam pelo menos uma dúzia de grupos de WhatsApp restritíssimos. Todos os grupos foram mapeados pela coluna Na Mira.
O trio transformou o mercado da prostituição de altíssimo padrão em um rentável império clandestino ao criarem uma rede virtual fechada que conecta centenas de modelos brasileiras a agenciadores no Brasil, na Europa e no Oriente Médio.
Controlando uma teia de até 12 grupos no WhatsApp que atinge mais de 600 integrantes em apenas um deles, e cobra um “pedágio” fixo de R$ 300 por garota para conceder acesso às vagas, o trio controla uma engrenagem fria e altamente disciplinada.
De um lado, usam o grupo “Casting Elite World” para ofertar programas de até R$ 10 mil para mulheres “perfeitas e sem tatuagem”; de outro, utilizam a câmara secreta do “Tribunal” e o poder difamatório da “Black List” para aplicar punições, expor desafetos e banir sumariamente qualquer profissional que ameace a sustentabilidade da sua lucrativa pirâmide.
Os grupos
O grupo Casting Elite World funciona como a vitrine máxima e o coração operacional de toda a rede, sendo o canal central onde os 15 a 30 agenciadores parceiros do trio lançam as ofertas de “jobs” mais cobiçadas e rentáveis do mercado VIP.
