Levantamento do g1 identificou 93 municípios cujo resultado no segundo turno das eleições de 2026 destoa das cidades com as quais fazem fronteira. Nessas “ilhas eleitorais”, os moradores escolheram um candidato diferente do escolhido em todas as cidades vizinhas.
Os dados mostram que 65 ilhas eleitorais são municípios onde Lula (PT) teve mais votos, apesar de Flávio Bolsonaro (PL) ter sido o mais votado nas cidades ao redor. Nas outras 28, ocorreu o contrário: Flávio recebeu mais votos, mas ficou cercado por municípios onde Lula liderou.
No país, Lula foi o mais votado em 2.875 municípios, e Flávio Bolsonaro, em 2.695. Em Marquinho (PR), os dois empataram. Cerca de um em cada 60 municípios brasileiros é uma ilha completa no voto.
A comparação foi feita pelo percentual de votos válidos de Lula e de Flávio. Quem teve o maior percentual é o “vencedor” local. Um município vira “ilha” quando o candidato mais votado dele é diferente do mais votado em 100% dos municípios ao redor. Em média, cada município tem seis cidades vizinhas.
Brasil tem 93 ilhas eleitorais no segundo turno.
Gui Sousa / g1
Ser uma ilha eleitoral não significa uma vitória por larga margem no município. Em Montes Claros (MG), por exemplo, Flávio Bolsonaro ficou na frente por apenas 0,16 ponto percentual, ou 379 votos. Ainda assim, a cidade é considerada uma ilha, porque Lula foi o mais votado em todas as cidades ao redor, com ampla vantagem em relação a Flávio Bolsonaro.
Voto ilhado: 93 municípios votaram diferente de todos os vizinhos na eleição presidencial
