Em discurso da vitória, Lula fala de Constituição e oposição no Congresso
Parlamentares da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o governo precisa aproveitar os últimos dois meses deste ano para a aprovação de matérias de seu interesse.
O argumento é que as pautas podem ter maior dificuldade de serem aprovadas na nova formação do Congresso Nacional eleita nestas eleições.
Entre as prioridades estão:
aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública;
envio e aprovação de um nome para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF); e
um orçamento que acomode as promessas feitas durante a campanha.
Além do governo, integrantes do Centrão também querem aproveitar o momento e discutir propostas como:
um novo sistema eleitoral;
a diminuição da maioridade penal; e
até mesmo uma eventual reforma do Judiciário.
Nas palavras de um líder governista, o governo Lula será dividido em dois momentos, no mínimo: o primeiro começa nesta semana e vai até o dia 4 de janeiro, um dia antes da posse para o novo mandato.
“Ele [Lula] tem que fazer coisas que não conseguirá fazer com facilidade na próxima legislatura, tem que cumprir promessas agora. Pilotar o controle das Casas Legislativas”, afirma um líder da base governista.
Neste cálculo, entra o interesse na manutenção de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) nas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, respectivamente.
Para facilitar aprovação, governistas defendem acelerar pautas no Congresso ainda em 2026
