O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) autorizou, por unanimidade, que os filhos de Tancredo Neves tenham acesso a documentos sigilosos relacionados ao atendimento médico do ex-presidente, que morreu em abril de 1985, antes de assumir o cargo. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (26/10), pela 13ª Turma da Corte.
Com o julgamento, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) deverão fornecer os documentos abrangidos pela decisão, incluindo registros e procedimentos relacionados ao atendimento de Tancredo Neves durante o período em que esteve internado no Hospital de Base, em Brasília.
A ação foi apresentada por Tancredo Augusto, filho do ex-presidente e advogado. A família busca ter acesso aos registros para conhecer com mais detalhes as circunstâncias médicas que antecederam a morte de Tancredo, há mais de 40 anos.
Em nota, a advogada da família, Juliana Porcaro, afirmou que a decisão representa uma conquista para o direito à informação e para a preservação da memória histórica do país. Segundo ela, o objetivo não é antecipar conclusões ou fazer acusações, mas permitir que os documentos sejam examinados.
“Não sabemos ainda quais informações esses documentos revelarão. E seria irresponsável antecipar qualquer conclusão”, declarou a advogada.
