O dólar registrou nesta 2ª feira (26.out.2026) a 3ª maior alta diária desde o início do Plano Real, em 1994. A taxa Ptax, calculada diariamente pelo Banco Central, subiu 9,20%, para R$ 5,40, depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A disparada reflete a frustração dos investidores pelo resultado das eleições, que contrariou as expectativas de parte do mercado financeiro, que apostava na vitória de Flávio Bolsonaro (PL). O senador era visto por investidores como um candidato mais disposto a promover um ajuste fiscal e conter o avanço das despesas públicas.
O movimento representa uma mudança nas expectativas sobre a condução da economia brasileira nos próximos anos. Com a confirmação da vitória de Lula, investidores reavaliaram os preços dos ativos nacionais, pressionando o câmbio e a Bolsa de Valores.
Apesar da intensidade da alta, o episódio é diferente das crises que marcaram as maiores valorizações anteriores do dólar. Em 1999, o Brasil enfrentava uma crise cambial que levou ao abandono do regime de bandas cambiais e à adoção do câmbio flutuante. Em 2008, a disparada do dólar ocorreu em meio a uma crise financeira internacional que atingiu bancos, empresas e mercados de diferentes países.
CRISE DE 1999
A maior alta da série ocorreu em 15 de janeiro de 1999, quando o dólar avançou 11,10% em um único pregão.
