O mercado reagiu com forte desvalorização em praticamente todos os setores da Bolsa brasileira nesta 2ª feira (26.out.2026), depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quedas expressivas em empresas de varejo, saúde, construção civil, educação, bancos e energia.
O movimento ocorreu no 1º pregão depois do 2º turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25.out), quando Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL). A reação negativa dos investidores provocou uma queda de 13,88% no Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), que encerrou o dia aos 176.608,23 pontos. O dólar avançou 8,21%, cotado a R$ 5,4029.
O levantamento de 77 ativos mostra que a pressão vendedora não ficou restrita a um segmento específico. Das empresas analisadas, 72 registraram perdas e 5 apresentaram valorização.
Entre as maiores quedas, além do Magazine Luiza, destacaram-se Hapvida (HAPV3), com recuo de 54,1%; Cosan (CSAN3), de 46,3%; Cyrela (CYRE3), de 44,7%; e Dasa (DASA3), de 44,2%.
As perdas também foram expressivas entre empresas ligadas ao consumo doméstico e dependentes de financiamento, segmentos particularmente sensíveis às expectativas sobre a trajetória dos juros.
VAREJO E CONSTRUÇÃO
O varejo concentrou algumas das maiores desvalorizações do pregão. O Assaí Atacadista (ASAI3) caiu 43,4%, enquanto o Grupo Casas Bahia (BHIA3) perdeu 38,1%.
